Com uma atuação discreta, Zeza Pereira, secretária municipal de Educação de Japaratinga, vem se destacando por um trabalho que, apesar de pouco alardeado, tem mudado a rotina da rede. Quando se fala em educação, os resultados não aparecem de forma instantânea: eles são construídos aos poucos, com organização, planejamento e constância.
Ao assumir a pasta, a Secretaria encontrou um cenário que muitos profissionais descreveram como terra arrasada, com dificuldades acumuladas ao longo do tempo: dados desatualizados, obras que não avançavam, equipe reduzida, baixa participação em formações, prazos que não eram cumpridos e salários atrasados. Era um ponto de partida complicado — e ignorar esse passado é ser conivente com o atraso que Japaratinga viveu por anos em diferentes áreas, inclusive na educação.
De lá para cá, com o aval da gestão municipal do prefeito Déo, o que se vê é uma tentativa clara de reconstrução administrativa e pedagógica. Medidas foram adotadas ao longo do primeiro mandato, com mais estrutura e mais atenção para garantir inclusão, organização da rede e permanência escolar.
O município tem avançado em posições em alguns indicadores, mas isso, por si só, não resume a complexidade das mudanças em curso na educação de Japaratinga. Não se corrige anos de atrasos com um ou dois indicadores. Cobrar o que não foi feito por tanto tempo é fácil; difícil é reconstruir. O cenário ainda exige melhorias e correções, porém os problemas históricos não são resolvidos de um dia para o outro — e os avanços, quando consistentes, costumam aparecer de forma gradual.
Por isso, é importante ter equilíbrio: Japaratinga ainda tem desafios e precisa avançar, especialmente na aprendizagem, mas não se pode desmerecer a gestão da Secretaria, nem o esforço das equipes escolares e de toda a equipe técnica envolvida. A educação do município está em processo de reação — e o que estava muito ruim, pouco a pouco, começou a melhorar. E há um detalhe que muita gente esquece: quando as coisas começam a entrar nos trilhos, o que foi ruim no passado rapidamente sai da memória.
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